domingo, 8 de abril de 2007

Flor, prazer.

Ser insignificante, de alma pequena e coração derretido.
Tão doce quanto mel colhido na hora, que leva consigo a abelha rainha e tem como desculpa não conseguir se desvincular de alguém tão próximo. Tem medo da solidão e é egoísta.

Solidão esta que é sua companheira incessante nas noites que conseguem, surrealmente, ser cálidas e gélidas. Trocam poesias baratas, dividindo uma xícara de café amargo, e meio cigarro que foi encontrado debaixo do colchão, esquecido no último inverno.

Egoísmo esse que a leva à loucura e desentendimento com seu próprio eu lírico, que se manifesta por meio de filosofias de bar. Sempre compartilha, contra a sua vontade, por força da necessidade de convivência social. Mas sempre reluta, briga, e pensa duas vezes, até que não consegue vencer quem de fato ainda tem controle ativo da mente.

Não tem sonhos, nem metas.
Chora fácil sem pestanejar e pedir desculpas. Se ofende num piscar de olhos. Manteiga derretida, cremosa, com ômega 3. A carência é sua companheira diária, sendo muitas vezes perversa, maldosa e sem coração.

Vive rastejando, de forma sutil, nos arredores de restaurantes franceses, espionando casais enamorados. Suspira pelos cantos incansavelmente, pois acha que nunca viverá um amor tão avassalador que seria capaz de barrar qualquer Furacão Katrina.

Eis que surge Flor, tão temperamental e inconstante, que você terá vontade de estraçalhar pétalas das flores do jardim, desejando que fosse ela.

Um comentário:

TekinhaBalbi disse...

oieee x)
sim sim atualizei os links e te falo uma coisa vc tah bem em cima de jay
sapkpoksapkospkosa uiuiuiiii
prometo depois ler com calma e deixar um comentário decente ne!

amo vc primaaaa

Muáh
;@~